Quem disse que o amor é cego
Certamente namorava um feio
Quando é bonita não nego
Às feias, o digo sem receio
Ou seria um golpista, que com esse papo
Despista um amor interesseiro, por se
Esconder por traz de
Roma, pra apunhalar o dinheiro?
Ah, pois esse sacana bruto
Quando engana uma menina
Me deixa logo puto, qual o raio da cerebrina.
Pois se ta interessado no maldito do dinheiro
Deixe de ser espírito de porco, não espere
Nem um pouco,
Se case com um mealheiro.
Se é cego eu não sei,
Mas não tenho tanta raiva de quem sabe
Afinal por não ser rei
Não devo odiar a maldita majestade
Pois sentar no trono não me desperta saudade
Se é cego, também não quero saber
Pois a mim pouco importa entender
Fui a um museu de arte contemporânea ontem e não entendi porra nenhuma,
Mas se eu entendesse tudo, não haveria beleza alguma, seria só um intelectual que sabe
Rimar, que sabe falar, catalogar, ler, fumar, legalizar, criminalizar, transar, escovar os dentes, que sabe saber, às vezes desistir, quase nunca sabe dá o braço a torcer.
Porém seria um jegue, no mal sentido,
(Pois há um bom, não negue)
Se não soubesse como a rima
(Rima rica, como chamo)
Me leva lá pra cima
Quando digo que te amo.
Se sou Sego eu não posso caber
Em mim de alegria, quando troco as letras e faço uma melodia.
Que podia ter vindo do nada,
Porém, sabes sem olhar
Que surgiu do meu amar. Esse grande latifúndio
No qual andas e eu também ando.
Sempre brincando, sempre sorrindo, sempre querendo.
Mas não esqueço o último gerúndio,
Já estou até vendo,
Tudo veio do amando, mesmo a gente não entendendo.
Quem somos nós?
- Ode ao Ócio
- Recife/Olinda, Pernambuco, Brazil
- Um blog aí.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
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