Quem somos nós?
- Ode ao Ócio
- Recife/Olinda, Pernambuco, Brazil
- Um blog aí.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Ícaro
Acordei meio tonto, um tanto quanto desorientado
Ainda grogue, devagar me pus sentado
Olhei ao redor e vi na cama alguém deitado
Para ver quem era eu devagar me aproximei
Era um de meus amigos, mas não estava acordado
Ele dormia tão calmamente que enfim eu relaxei
Deixei de lado a busca por meu sonho perturbado
Em um gesto de carinho nele eu toquei
Ele acorda assustado e me joga para o lado
Que rude! Quase que me machuquei
No chão percebo o fato
sonhei que era humano
mas acho que sou um gato
Relógios voadores
- Acorda, andante sem penas! Eu aqui em pleno horário de rush disputando fêmea e flor e você brigando pelo sono despretensioso.
(...)
- Mas o quê!? Isso não é hora de fazer barulho, andante diurno! Os do seu tipo não deviam ignorar o sono aqui por perto, meus mosquitos ficam dispersos.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
14.04.2010
e eu vou ter medo de acordar nesse dia desfalcado
e vou ganhar sonhando um segundo a mais
e quando chegar o dia de um segundo apenaz
eu vou acordar bem no momento que
Ludmila Assis Ramos
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Mater
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Saudade
Saudade é a ânsia do agora em ser depois
é a espera do porvir
de um beijo de nós dois.
domingo, 29 de novembro de 2009
Diálogos - I
O chato
-Opa...
-Desculpe.
-Sem problema.
-Tem certeza?
-Não, estou sendo educado.
-Certo... agora não mais.
-Desculpe, então
-Não tem problema
-Imagino...
-O quê?
-O quanto vai durar.
-O quanto vai durar o quê?
-Nada não.
-Cara, você é estranho.
-Belo comentário.
-Muuito estranho...
-Ora merda, eu só não quero conversar.
-Tá...
(...)
-O que você acha de sorvete?
-É gelado...
-Ahh...
-Pffff!
-Só isso? Gelado?
-Dependendo do sabor, também é gostoso.
-Deixou de ser gelado, deixa de ser sorvete?
-Mais ou menos por aí, cacete.
-Rimou!
-Lá vem você...
-Ah, vai se fuder! ... Pffft! ... Rimou de novo!!
-Puta que pariu, porra. Será que pode parar com essa palhaçada! Que peste, panaca...
priopístico!
-Tá. Não precisa cuspir.
-É o aparelho
-Vou comprar um desse pra aguar a grama...
-Você é um clister.
-Você, um esfíncter.
-Que dupla de arrasar.
-Rimou e eu nem disse, tá ligado?
-Tem certeza?
-Como assim?
-Qual foi a rima?
-As palavras que nós dissemos?
-Quais foram as duas?
-Porque você quer saber?
-Você não acha que tá assistindo muito os improváveis não?
-Você acha?
-Não vale.
-Perdeu. Se fodeu!
-Me fodi uma merda, apelão.
-Espera aê, cara. É pra se divertir.
-Quer saber? Vou dormir
-...rr
-...não...
-Rimou denoovo!!!
-Deus! Céu!
-...
(...)
(...)
(...)
-Sabe? Naquela hora achei que ia me chamar de porco, pivete ou pimpolho, mas panaca é foda.
-...
-Escutou?
-...
-EEI!
-RR..r
-EEiiii!!!!
-AAAHHH!!
-Socorro!
-Toma!!
-Frffr*ffghj#ghr%ferrrh@uxnft
-Hunft! Morre... morre.
-frarfrff!!mr¨arr°mtaff~mufi?urmrtrae&m... ah...
-Vai! Morre.
-Alguém me socorre.
-Morre!!
-Rimou.. rrsrfr... rimou denoovo!
-Morre!
-...
-Morre.
-...
-morre...
-...
-...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
ELLEN
No alto da cabeça um coque que desprotege
O pescoço do sol, mas o calor diminui
Pois permite uma brisa que calminha flui
Amansando esse mormaço
Que molha e cola
Os cadernos leva no braço
Pra rua olha e corre pra atravessar
De repente o sol reluz, tremulando o chão
Esquenta, ensopa e a luz chega a cegar
Vira o rosto e num pestanejar
... Fecha os olhos
E abre o coração.
