Quem somos nós?

Recife/Olinda, Pernambuco, Brazil
Um blog aí.

domingo, 21 de setembro de 2008

Clara Inveja

Como todos sabem, mas alguns ainda não conhecem, essa é a música que terminei há pouco tempo:

Clara Inveja

Eu vou pintar o Sol
com a mais brilhante cor
só pra ver você
passar e rir (e rir... e rir...)

No seu riso mergulhar
e na praia te abraçar
até ver o céu
mudar de cor (amor, eu vou)

Vou fazer você rodar
Todos vão parar pra ver
o seu corpo balançar
com o som do bem-querer

Olha só, amor, o Sol
cobiçando o meu lugar
dá pra ver que quer
estar aqui (perto de ti)

Por não poder te tocar
e ter medo de querer
veja, o Sol esquenta o mar
pra tentar te aquecer..

É tão lindo enxergar
Em teus olhos lua cheia
Vem, me ajuda a desforrar
um lençol de areia
um lençol de areia
um lençol
Sol
Só!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

(des)soneto

Palavras, versos, poesia.

Todo o sentimento em exagero: o medo, o desapego,

a agonia


O corpo inerte, o beijo tácito

As línguas que, tão perto, não se tocam

Saboreiam o mesmo hálito


Um sorriso em desconcerto

E a cada estranheza, um nó

Pois nesse avesso, confesso tristezas,

Confundo certezas: agora, tudo, somente e só.


E assim nasce um novo amor:

Suave, ainda que não tão sutil

De palavras poucas

Entre abraços mil

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Baque Sorriso Solto

É a mão que malha
O estampido se espalha
Tum!

Seguindo o compasso
Eu levo meu passo
Tum!

O sorriso leva o batuque, o eco que se desdobra
Pode haver quem não escute
Mas não quem desaprova

Não sei por que danço
Só sinto o balanço
Tum!

Quero ver. Quem do peito segura o baque
Quando a cabocla que dança vem e bate

Com a mão convence a alfaia
Na rua o batuque se espalha

No baque o sorriso se solta
Com a baqueta no ar meia-volta

Não sei porque disfarço
Se no sorriso me enlaço
Tum! Tum!


Abre mão do sabre, da lança
Lança mão do charme, da dança


Nos cachos envolta
Sorrio de volta

Tum! Tum! Tum!

---X---
Dmitri.

Parece que eu gosto de escrever sobre sorrisos.
Esse poema é antigão, reformulei ele e acho que ficou bonzinho.
Ele tem algo de "cantar na roda".

versos inacabados sobre a impotência onipresente

Olha o Sol, amor
a inveja que ele tem
Apesar da estranha dor
não consegue ir além

Por não poder te tocar
e ter medo de querer
o safado esquenta o mar
pra tentar te aquecer

Olha,( ) Sol(só)...

sábado, 30 de agosto de 2008

Pra ser do contra

Não quero ter que escolher
não quero que decidam por mim
não quero parar, nem ter que mudar
não quero tudo, muitos menos o nada
não quero ficar no mais ou menos

Não quero acordar

não quero ver o sol se pôr
não quero a lua nova

não quero a intensidade do sol do meio dia

Não quero a ilusão da alegria demasiada
não quero a desilusão da tristeza
não quero a indiferença da descrença
não quero a monotonia do normal

Não quero ser só um
não quero ter mil faces
não quero mais me disfarçar, nem ter que me revelar

Não quero que todos me compreendam, nem sentir a solidão

Não quero mais não querer.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Se não fosse o narizinho...



Não me venham com mentiras; com essas distorções da realidade que engendram para confortar; não são necessárias. Lágrimas já a deformam por demais. Dela, às vezes, até formam duplicata.

Não me venham com falsos risos; risos desmedidos e tão brancos como a neve, mas tão gelados quanto. Risos que escondem preocupação e medo. É normal temer o árduo.

Não congelem meus sentidos. Deixem intactos, ao menos, o olfato e a visão, que tantas lembranças trazem à superfície desse meu náufrago pensamento.

Mas destruam a audição; eliminem; silenciem. Não quero ouvir boatos e falsas projeções. Até mesmo a verdade cética não se faz bem-vinda. Quero ter a esperança da mais pura criança; acreditar no improvável e me valer das incríveis exceções da vida.

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Tudo isso porque és parte de mim. Amo-te da forma mais clichê. Amo-te, pois és paradoxal: forte e impenetrável como uma rocha e, ao mesmo tempo, simples e delicada como uma flor.

Por isso, digo com toda a certeza da minha alma: ficarás bem! Todos ficaremos!

domingo, 24 de agosto de 2008

Querer amar

eu quero tragar teu cheiro
e me embriagar da tua saliva
eu quero morder teu sorriso
e apagar tuas divisas

eu quero saborear teu choro
e soletrar os meus segredos
eu quero me enrolar em teu corpo
e me esconder em teus desejos

eu quero sussurar meu beijo
e inventar tuas mentiras
eu quero imitar teu jeito
e engolir tua alegria

ver o mundo calado, como eu queria
só te ouvir cantar, e ainda quero
te mostrar a minha dor, a minha agonia
uma menina linda, poder amar, eu espero